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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

31/Janeiro

31/janeiro – Dia do Lançamento do 1º Satélite – EUA (1958)

O Explorer I, oficialmente denominado Satellite 1958 Alpha(também referenciado como Explorer 1), foi o primeiro satélite artificial terrestre lançado ao espaço pelos Estados Unidos da América. Seu lançamento ocorreu no dia 31 de janeiro de 1958 (GMT-03:48, 1 de fevereiro de 1958) como parte do programa norte-americano para o Ano Geofísico Internacional e foi uma resposta ao lançamento pela URSS doSputnik, quatro meses antes. Como conseqüência do lançamento do satélite da União Soviética Sputnik I em 4 de outubro de 1957 houve um frenético esforço dos Estados Unidos para lançar um satélite próprio, iniciando assim a corrida espacial. O satélite Explorer I foi desenhado e construído pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) e o foguete Júpiter-C foi modificado pela Army Ballistic Missile Agency(ABMA) para acomodar o satélite. O resultado do projeto foi a criação do foguete conhecido como Juno I. Trabalhando juntas, ABMA e JPL completaram o trabalho de modificação do foguete Júpiter-C e a construção do satélite Explorer I em 84 dias. Antes do término desse trabalho, entretanto, a União Soviética já havia lançado um segundo satélite, o Sputnik II, em 3 de novembro de 1957. O Explorer-I foi colocado em uma órbita com o perigeu de 360 km (224 milhas) e um apogeu de 2.520 km (1.575 milhas). O período da órbita era de 114,9 minutos. O peso total era 13,97 kg (30,8 libras), composto de 8,3 kg (18.3 libras) de equipamentos (bem mais leve que o primeiro satélite Soviético, Sputnik I, o qual pesava 83,6 kg [184 libras]).

O equipamento embarcado consistia de um detetor de raios cósmicos, um sensor interno de temperatura, três sensores externos de temperatura, um sensor de temperatura no nariz cônico, um microfone para registrar o som do impacto de micrometeoritos e um anel de medição da erosão a ser causada por micrometeoritos. Os dados desses instrumentos eram transmitidos para a Terra através de um transmissor de 60 mW (miliwatts) operando na frequência de 108,03 MHz e de um transmissor de 10 mW operando na frequência de 108,00 MHz. O equipamento do Explorer I usava transistores eletrônicos com componentes tanto de germânio como de silício. Tal uso consistia em um avanço tecnológico na história do desenvolvimento do transistor e representa o primeiro uso documentado de transistores no programa de satélites norte-americano. Um total de 29 transitores foram utilizados nos equipamentos da Explorer I.

As antenas transmissoras consistiam de duas antenas de fibra de vidro no próprio corpo do satélite e quatro chicotes flexíveis ao redor do satélite. A rotação do satélite ao longo de seu próprio eixo mantinha estes chicotes flexíveis sempre estendidos. A energia elétrica era proveniente de baterias químicas de níquel-cádmio que representavam 40% do peso. Essas baterias forneceram a energia necessária para o transmissor de alta potência de 60 mW operar por 31 dias e o transmissor de baixa potência de 10 mW operar por 105 dias. O Explorer I parou de transmitir dados em 23 de maio de 1958 quando suas baterias se esgotaram. O Explorer I permaneceu em órbita por mais 12 anos. Esse satélite reentrou na atmosfera sobre o oceano Pacífico em 31 de março de 1970.

 

31/janeiro – Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos

Ao lado da televisão, do rádio, do cinema e da imprensa, as histórias em quadrinhos tornaram-se uma das mais importantes formas de expressão. Depois de conquistar o público infantil, elas foram invadindo diversos gêneros: aventura, ficção científica, terror, crítica social etc.

A primeira revista em quadrinhos publicada no Brasil foi O Tico-tico, em 1905, dedicada às crianças. Os primeiros números traziam o personagem Chiquinho, que era a versão nacional de Buster Brown, criado por Richard Outcault.

Com o tempo, nasceram heróis nacionais, como Lamparina, de J. Carlos; Reco-reco, Bolão e Azeitona, de Luis de Sá; Mônica e Cebolinha, de Maurício de Souza. O Pererê, de Ziraldo, marcou a população adolescente dos anos 60.

Pelo mundo todo surgiram personagens inesquecíveis. O camundongo Mickey, criado por Walt Disney, conquistou a todos com sua simpatia. O pré-histórico Brucutu seguiu a linha dos heróis grosseiros e invencíveis. Fantasma, Super Homem, Capitão Marvel e tantos outros firmaram definitivamente o gênero no panorama mundial.

A primeira história em quadrinhos surgiu em 1823, em Boston. Era um almanaque que, ao lado de anedotas e passatempos, incluía a novidade. A primeira revista cômica em quadrinhos foi a Yankee Doodle, que surgiu em 1846, em Nova York.

Em 1895, o americano Outcault introduziu o uso dos balões, trazendo o diálogo para o meio do quadro. Em 1897, surgiu a onomatopéia, ou seja, palavras e sinais representando ruídos e sons. Foi uma idéia genial de Rudolph Dirks, criador dos Sobrinhos do Capitão.

Fonte: Planeta Educação

 

31/ janeiro - Dia do mágico homenageia mestres da arte de criar ilusões
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Tirar um coelho da cartola, fazer aparecer uma pomba, descobrir uma carta no baralho, tirar moedas de trás da orelha, serrar uma pessoa ao meio, fazer bolinhas aparecerem dentro da mão fechada. Tudo isso o mágico faz para entreter, divertir e iludir a platéia.

A arte de iludir já foi chamada de escapismo e cria ilusões que surpreendem, escapam à lógica e enganam os nossos sentidos, em geral a nossa visão. Por isso se diz que as mãos de um mágico devem ser mais rápidas que os olhos de quem está assistindo seu número.

No dia 31 de janeiro é comemorado o Dia do Mágico. A data é a da morte de São João Bosco, que, segundo a história, também era mágico - e foi escolhido para ser o padroeiro desses profissionais.

Se você pretende ser um mágico

-  Nunca explique como um truque é feito. O mistério é tudo. Se a platéia souber o segredo, perderá o interesse e o truque ficará sem graça.

-  Antes de executar o truque, não diga o que você irá fazer. O elemento surpresa é fundamental para causar impacto. A platéia não saberá, antes da hora, em que prestar atenção.

-  Evite repetir um truque para um mesmo espectador. Ele terá mais chances de perceber o que você está fazendo.

-  Sempre pratique cada truque antes de apresentá-lo. De preferência, treine em frente a um espelho. Quando você se sentir seguro, estará pronto para enfrentar o público.

Truques que ficaram na história
O mais famoso profissional da arte de iludir de todos os tempos foi Harry Houdini. Tanto, que seu nome ainda é sinônimo de mágico. Começou a fazer truques com cartas de baralho e se apresentava em parques de diversão, nos Estados Unidos, no fim do século 19.

No início do século 20, ele viajou pelo mundo apresentando números nos quais se libertava, diante do público, de algemas, cordas, correntes e cadeados, fechado dentro de caixas ou tanques. Conseguia ficar vários minutos sem respirar dentro d'água e chegou a representar seus truques para o cinema.

David Copperfield, mais recentemente, popularizou a mágica ao se exibir em programas de auditório e de televisão. E quem não se lembra do polêmico Mister M, que revelava o segredo de seus truques, quebrando a regra de ouro dos mágicos?

Já o pai da mágica no Brasil é João Peixoto dos Santos, um mineiro da cidade de Formiga. Ele aprendeu a técnica com mágicos árabes que viajavam pelo país e aos dezenove anos foi estudar para se aperfeiçoar em Paris. Escreveu livros sobre essa arte, que foram traduzidos em diversas línguas.

30/Janeiro

30/janeiro – Dia da Ginástica Olímpica

"A Ginástica é um esporte tanto emocionante quanto belo, que não requer somente coragem de seus adeptos como também graça e domínio do corpo."

A Ginástica Olímpica é um conjunto de exercícios corporais sistematizados, aplicados com fins competitivos, em que se conjugam a força, a agilidade e a elasticidade. O termo ginástica origina-se do grego gymnádzein, que significa "treinar" e, em sentido literal, "exercitar-se nu", a forma como os gregos praticavam os exercícios.

História

Foi na Grécia que a ginástica alcançou um lugar de destaque na sociedade, tornando-se uma atividade de fundamental importância no desenvolvimento cultural do indivíduo. Exercícios físicos eram motivo de competição entre os gregos, prática que caiu em desuso com o domínio dos romanos, mais afeitos aos espetáculos mortais entre homens e feras. Durante a sangrenta Idade Média, houve um desinteresse total pela ginástica como competição e o seu aproveitamento esportivo ressurgiu na Europa apenas no início do século XVIII. Foram então criadas as escolas alemã (caracterizada por movimentos lentos e rítmicos) e sueca (à base de aparelhos). Elas influenciaram o desenvolvimento do esporte, em especial o sistema de exercícios físicos idealizado por Friedrich Ludwig Jahn (1778-1852), o Turnkunst, matriz essencial da ginástica olímpica hoje praticada. 

Modalidades

A ginástica olímpica baseia-se na evolução técnica de diversos exercícios físicos. Para os homens, as provas são: barra fixa, barras paralelas, cavalo com alças, salto sobre o cavalo , argolas e solo. As mulheres disputam exercícios de solo (com fundo musical), salto sobre cavalo (de 1,10 m de altura, na horizontal), barras assimétricas (de 2,30 m e 1,50 m de altura), e trave de equilíbrio (de 10 cm de largura e 5 metros de comprimento).

Julgamento e Pontuação

Os exercícios de cada ginasta são julgados e pontuados por um júri. Existem os elementos obrigatórios em cada aparelho, que todos os ginastas devem praticar ou perderão pontos. O ginasta deve acrescentar outros elementos para obter pontos extras. Todos os exercícios tem um valor inicial, que para os homens é 8.6 e para as mulheres 9.0. Isto quer dizer que se o ginasta não acrescentar elementos que valem bônus, seu exercício poderá obter no máximo essas notas, mesmo que sejam executados perfeitamente. O valor de cada elemento e os movimentos obrigatórios de cada aparelho estão no "Código de Pontos" desenvolvido pela FIG. Este código muda a cada quatro anos, após as Olímpiadas, tornando-se mais elaborado. Os juízes procuram erros de postura, de execução, dentre outros, para deduzir da valor inicial do atleta.

 GINÁSTICA OLÍMPICA MASCULINA

Os homens competem em seis aparelhos - salto sobre o cavalo, barras paralelas, cavalo com alças, barra fixa, solo e argolas. A nota inicial das séries masculinas é 8.6. Para atingir a nota máxima de partida - 10 pontos - os ginastas devem executar, além dos movimentos obrigatórios, elementos extras que bonificam suas rotinas. 

 I - SOLO

O exercício de solo para homens dura entre 50 e 70 segundos e ao contrário do feminino não é acompanhado de música.

II - CAVALO COM ALÇAS

Está a 1,05 metro do solo e tem 1,60 metro de comprimento. O ginasta deve executar movimentos contínuos de círculos e tesouras. Somente as mãos devem tocar o aparelho.

III - ARGOLAS

Estão a 2,55 metros do solo. Durante a apresentação o ginasta deve ficar pelo menos dois segundos parado numa posição vertical ou horizontal em relação ao solo. As argolas devem sempre permanecer paradas.

IV - SALTO SOBRE CAVALO

O cavalo está a 1,35 metro do solo. O ginasta deve comunicar aos árbitros qual salto irá realizar para que se possa atribuir a nota de partida.. 

V - BARRAS PARALELAS

Estão a 1,75 metro do solo. Durante a apresentação o ginasta deve executar um movimento em que ambas as mãos não estejam em contato com o aparelho.

V - BARRA FIXA

Está a 2,55 metros de altura. Durante a execução da prova o atleta deverá manter-se durante em movimento realizando movimentos como mortais e saltos encarpados.

GINÁSTICA OLÍMPICA FEMININA

A Ginástica Olímpica Feminina, modalidade constituída por quatro aparelhos, ou provas, onde as ginastas apresentam-se na ordem olímpica.

I - SALTO SOBRE O CAVALO

Todos os saltos devem ser realizados com repulsão de ambas as mãos sobre o cavalo. A distância da corrida pode ser determinada individualmente. No limite máximo de 25 mts.

A chegada no trampolim deve ser com os dois pés e pode ser:
da corrida de aproximação ou de um elemento.

São permitidas 3 ( três ) corridas de aproximação, desde que a ginasta não tenha tocado o trampolim e ou o cavalo. Não é permitida uma quarta corrida.

Os saltos encontram-se classificados em quatro grandes grupos, onde os valores variam de 8 a 10.00 pts.

II - BARRAS PARALELAS ASSIMÉTRICAS

A avaliação do exercício começa com a impulsão no trampolim, ou colchões. 
O exercício deve ser composto de elementos de diferentes grupos. As partes de dificuldade A - B - C - D e E devem representar uma variedade dos seguintes grupos de elementos:

Dos grupos estruturais devem ser executados elementos com giros sobre o eixo longitudinal (piruetas) e transversal (mortais), trocas de tomadas e elementos com vôo.

III - TRAVE DE EQUILÍBRIO

A avaliação do exercício começa com a impulsão no trampolim até a saída nos colchões.

A duração do exercício na trave de equilíbrio não poder ser menor de 1 minuto e 10 segundos, nem maior que 1 minuto e trinta segundos.

Durante o exercício devem ser criados pontos altos e dinâmicos com:

A. Elementos acrobáticos e ginásticos de diferentes grupos.
B. Variações no ritmo entre movimentos rápidos e lentos, para frente, lado e para trás.
C. Mudança do trabalho próximo e afastado da trave.

IV - SOLO

A avaliação do exercício começa com o primeiro ginástico ou acrobático da 
ginasta. A duração do exercício de solo não pode ser menor que 1 minuto e 10 segundos nem maior que 1 minuto e trinta segundos. 

O acompanhamento musical pode ser orquestrado, piano ou outro instrumento sem canto. 

Ultrapassar a área de solo ( 12 m x 12 m ) significa tocar o solo com qualquer parte do corpo, fora da linha demarcatória, a cada ultrapassagem existe uma dedução

As partes de valor ( dificuldade ) A - B - C - D e E devem pertencer aos seguintes grupos de elementos:

Elementos acrobáticos com ou sem fase de vôo para frente ou para o lado e para trás.

Elementos ginásticos, tais como: giros, saltos, combinações de passos e corridas e ondas corporais

COMPETIÇÃO E PONTUAÇÃO

As categorias em que se compete são:

a) Pré infantil (6 anos) 
b) Infantil (7 e 8 anos) 
c) Infantil A (9 e 10 anos) 
d) Infantil B (11 e 12 anos) 
e) Juvenil (13 a 15 anos) 
f) Maiores (16 anos adiante). 

Existe uma segunda classificação por níveis ( classificados por letras ) que determina o nível de dificuldade dos exercícios e os aparelhos : 

a) Escolinha (somente metropolitano) 
b) D (solo exercícios de solo e salto obrigatórios)
c) C2 (se compete em quatro aparelhos)
d) C1 (os exercícios obrigatórios )
e) B2 (os exercícios podem ser livres ou obrigatórios dependendo da categoria )
f) B1 (exercícios livres com alguma exceções nas categorias mais jovens)
g) A o Elite (as 6 melhores notas deste nível integram a seleção nacional).

 A nota máxima que um ginasta pode alcançar é 10,00 e se consegue pela soma dos diferentes pontos dos árbitros. São eles: 

  • Dificuldades e parte de valor (3,00) 
  • Exigências específicas ou requisitos obrigatórios (1,40 - 0,20)
  • Bonificação (1,00)
  • Composição e combinação (0,60)
  • Execução (4,00)

 Existem quatro tipos de classificações:

Concurso I: classificatório para os outros três concursos (obrigatório). 
Concurso II: se chama All Around. é para determinar a ganhadora da classificação individual geral (participam as 36 melhores classificadas no concurso I). 
Concurso III: se compete por aparelhos (participam as 8 melhores classificadas em cada aparelho no concurso I). 
Concurso IV: é a competição por equipe (participam as 6 equipes melhores classificadas no concurso I). 

A ordem de competição é por sorteio. 

A pontuação por equipe se faz da seguinte forma:

- Cada equipe contém 6 ginastas.
- Em cada aparelho competem 5 ginastas (o técnico decide quem compete em cada aparelho).
- Se pega as 4 melhores notas deste aparelho, o seu total é a nota por equipe neste aparelho.
- Se repete o procedimento nos outros aparelhos.

Os aparelhos em que se competem seguindo a ordem olímpica são: salto sobre cavalo, paralelas assimétricas, trave e solo.

SALTO

O cavalo tem 1,25 m de altura medida desde o colchão. Existem quatro grupos de saltos: 

a) Saltos simples e saltos com mortais.
b) Saltos com e sem giros seguidos de mortal.
c) Entradas Tsukaharas (entrada no cavalo com ½ giro como no rodante e em seguida se faz diferentes tipos de mortais).
d) Entradas Yurchenkos (se faz um rodante em cima do trampolim e entra no cavalo em posição de flic para depois fazer mortais e piruetas).

PARALELAS ASSIMÉTRICAS

A altura da barra inferior é de 1,65 m e a barra superior é de 2,45 m (+/- 3 cm); a separação entre as barras é de 1,50 m. Os 7 requisitos são: 

a) 3 trocas de barras
b) 2 elementos com valores diferentes
c) Um elemento com giro 
d) Uma saída de dificuldade 

As normas de execução são:

a) Alguma execução por de baixo da barra inferior e por cima da barra superior
b) Execução por fora e entre as barras
c) Múltiplas trocas de barras (mínimo 3)

TRAVE DE EQUILíBRIO

A altura da trave é de 1,25 m e tem 5 me de largura. O exercício deve durar entre 1'10" e 1'30". 
Seus requisitos são:

a) Uma série acrobática de 2 ou mais elementos com vôo
b) Uma série ginástica de 2 ou mais elementos
c) Uma série mista (acrobático + ginástico ou vice e versa) de 2 ou mais elementos
d) Um elemento por baixo da trave 
e) Um giro de 360° sobre uma perna
f) Um salto de grande amplitude
g) Uma saída de dificuldade C nos concursos I, II y IV e de dificuldade D no concurso III. 

Durante a apresentação é exigido que a ginasta realize trocas de níveis (altura), trocas harmônica entre grupos de elementos, movimentos em posição lateral, cruzada e oblíqua ao árbitro e não se permite mais de 2 elementos estáticos ( ex.: avião, parada de mãos ).

SOLO

A apresentação se realiza em um tablado de 12 x 12 metros, dura entre 1'10" e 1'30" e é acompanhado por música sem canto.

Seu requisitos são:

a) 2 séries acrobáticas de pelo menos 3 elementos 
b) Uma dessas 2 séries deve ser combinada (significa que 2 saltos mortais obrigatórios devem ser em diferentes direções)
c) Uma série ginástica de 3 elementos
d) Uma série mista de 3 elementos
e) Um ginástico de dificuldade mínima C
f) Uma saída na série acrobática de dificuldade C nos concursos I, II e IV e de dificuldade D no concurso III. 

Durante a apresentação é exigido que a ginasta realize trocas harmônicas entre elementos acrobáticos e ginásticos, trocas dinâmicas entre movimentos lentos e rápidos, harmonia entre a música e os movimentos, e utilização de todo o tablado.

30/janeiro – Dia da Saudade

Dizem que saudade é uma palavra exclusiva de quem fala português...

Saudade pode ter vindo do latim, nossa língua mãe: solitate. E quer dizer solidão. Quem tem saudade é porque está sozinho.

Mas saudade pode ter vindo do árabe, uma das línguas que deixam suas marcas no português. “As expressões suad, saudá e suaidá significam sangue pisado e preto dentro do coração, além de serem metáforas de profunda tristeza”, diz o dicionário. Quem tem saudade, portanto, está triste, com “dor” no coração.

Assim sendo, a palavra está carregada de melancolia. Por que, então, um dia para a saudade?

Porque a saudade é boa. Só temos saudade do que foi bom, de quem foi querido, de quem sentimos falta, de um lugar que nos fala ao coração... Ninguém tem saudade da dor, mas a dorzinha que fica por algo muito bom, essa na tem problema.

O problema da saudade é quando ela toma o lugar da realidade, do presente. Daí já nem é saudade e pode ser apenas tristeza de não estar feliz, de não saber ser feliz ou de não querer ser mais feliz.

A saudade boa dá um aperto no coração; a outra entrava o coração.

E coração não pode viver só de saudade, porque corre o risco de não fazer poesia, nem de criar música, apenas de instalar-se num mundo pequeno, fechado, que se corrói e se consome em seu próprio fantasiar e dor.

Este sentimento sempre foi tema de músicas, poemas, filmes e não há quem já não o tenha sentido. 

Temos saudades de pessoas, de momentos, de situações, de lugares. Sentimos falta de tudo o que nos faz bem. E, como diz que relembrar é viver, a saudade nos transporta para um tempo em que fomos mais felizes, trazendo, muitas vezes, lembranças doloridas. 

E para desejar a todos um Dia da Saudade cheio de boas lembranças, um poema do grande Mário Quintana:

Saudade

na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.

Via você no ontem, no hoje, no amanhã...
Mas não via você no momento. 

Que saudade...


Mário Quintana

 

30/janeiro – Dia da Solidariedade

Segundo os fundamentos da solidariedade cristã e humana, ajudar o próximo é uma exigência imprescindível. Se um membro sofre, então a comunidade inteira sofre, pois todos são parte de um mesmo todo. O esforço em favor de uma ordem social mais justa e a busca da recuperação da dignidade individual são alguns preceitos do ideal solidário

Muito além da partilha material, a solidariedade implica em doação espiritual, conforto psicológico aos desolados pelas dificuldades da vida. A solidariedade exige o combate às desigualdades; exige o amor ao ínfimo, dedicação aos pobres. A sociedade precisa estar ciente da crescente interdependência entre os homens. Isso nos obriga a repensar a relação com o próximo, a repensar a globalização com a queda da fronteira afetiva entre os homens.

A solidariedade é o caminho tanto para a paz quanto para o desenvolvimento das nações. Fazer as coisas ordinárias com um amor extraordinário era um dos motes de Madre Teresa de Calcutá, um símbolo de abnegação e de uma vida a serviço do próximo. O ser humano precisa pensar novamente no bem comum.

A solidariedade é um dever moral e uma necessidade global. Existem vários pontos de contato entre ela e a caridade; a pura e simples disposição de ajudar já é um grande passo para que se possa fazer a diferença. O Dia Mundial da Solidariedade Cristã vem lembrar que as religiões estão juntas nessa jornada por uma vida melhor.

30/janeiro – Dia do Portuário

O trabalho portuário é realizado a bordo das embarcações e/ou em terra. O embarque ou desembarque de cargas, a estivagem, que é a distribuição e a arrumação da carga nos porões ou conveses das embarcações, ou desestivagem, o transbordo, ou seja, a transferência de carga entre duas embarcações, a peação, que consta na fixação da carga nos porões ou conveses da embarcação para que ela não se desloque ou sofra avaria com o balanço do mar, ou despeação, feitas nos porões e/ou conveses das embarcações utilizando equipamento de bordo são realizadas pelos trabalhadores da Estiva. Já a movimentação de cargas no costado dos navios, nos armazéns e nas instalações portuárias utilizando equipamento portuário, em terra, são feitas pelos trabalhadores da Capatazia.

Anteriormente ao ano de 1993, os portos brasileiros tinham disciplinamento legal para funcionamento e gerenciamento de mão-de-obra avulsa diferente do atual modelo, em que o Estado, por meio de um conjunto de normas legais, regrava o trabalho portuário. Nesse contexto, os sindicatos de trabalhadores avulsos exerciam total controle na distribuição do contingente necessário à realização das operações portuárias, funcionando simultaneamente como entidades representativas dos trabalhadores e como intermediadores de mão-de-obra.

30/janeiro – Dia Mundial da Não Violência

A não-violência é um variado conjunto de meios destinados, em situações de divergência e ou de conflito, a fazer respeitar-se e a fazer respeitar as idéias e os fins que julgamos os mais adequados. Note-se que a não-violência é também um comportamento comunicativo - e de escuta - pelo qual alguém se exprime sem infligir sobre o seu interpelante

juízos vexatórios nem humilhantes.

A não-violência assenta no pressuposto de que o poder repousa naqueles que são objeto de sujeição e opressão, pelo que, em conseqüência, a recusa destes em colaborar levará à dissolução daquele mesmo poder.
A gênese do termo de não-violência data dos anos 20 do século XX e aparece na língua inglesa graças a Gandhi que a utilizou a partir da palavra do sânscrito «ahimsa» que significa «não fazer mal», tendo passado para o francês por volta de 1924.
Gandhi não criou nem inventou a chamada não-violência. O seu papel consistiu antes em ter conseguido reunir conceitualmente os vários meios e formas de luta não-violenta (a greve, a desobediência civil) que já 
eram conhecidos anteriormente e mais ou menos utilizados antes da sua época. Gandhi associou-os à idéia da recusa da violência, teorizando a idéia e a prática da luta não-violenta.
Não é preciso ser ou parecer-se com personagens ímpares como Gandhi, nem muito menos partilhar as suas crenças e opiniões para se adaptar comportamentos ou formas de luta não-violenta. Com efeito, muitas outras 
pessoas vulgares levaram a cabo ações e campanhas não-violentas, o que revela bem que se trata de um método de combate de validade universal e ao alcance de todos e de todas. É certo que algumas das formas de luta não-violenta carecem de uma grande dose de coragem e presença de espírito, mas tais atributos estão ao alcance de todos, inclusivamente das pessoas fisicamente mais fracas e frágeis. Na verdade, enquanto a ação violenta é normalmente apanágio dos homens e dos jovens, a não-violência pode mobilizar os mais variados gêneros de pessoas, desde as mais frágeis até as mais atrevidas e ousadas.

29/Janeiro

29/janeiro – Dia da Hospitalidade

É considerar todos os visitantes como bem vindos compartilhando com eles o bem estar e a segurança que também não os faltam.

Hospitalidade é a generosidade de um comportamento humano seja uma comunidade, etnia, cidade, nação, estado ou país. É a ternura da gente de um lugar em relação ao estrangeiro e os seus mistérios, enquanto este também imagina os seus anfitriões como uma gente misteriosa e nem por isso deixou de visitá-la.

Hospitalidade é, portanto, um encontro bem sucedido entre mistérios: Civilização não quer dizer outra coisa.

29/janeiro – Dia da Loteria

Característica comum do nosso povo gostamos muito de arriscar (de leve) em jogos organizados pelas casas lotéricas: só não jogamos tanto quanto nossos amigos norte-americanos e japoneses, praticamente viciados em diversos modos de jogatina.

29/janeiro – Dia do Jornalista

De tão comum e cotidiano, fica difícil prestar devida atenção em como somos bombardeados por informação. São noticiários no rádio, telejornais, revistas, jornais diários e até, claro, os atuais Web sites, sempre abarrotados de novidades, conhecimentos, cultura, fatos e fotos.

É... nem sempre paramos para pensar no profissional que está por trás daquele texto bem escrito, que sintetiza várias horas ou dias em alguns parágrafos, que nos dão a perfeita localização no tempo e no espaço, nos transferindo conhecimento suficiente para podermos compreender, opinar e debater os assuntos de nosso interesse. 
Poetas do cotidiano. Ah, sim!

Assim deviam ser chamados esses profissionais que nos poupam nosso precioso tempo, ofertando seus textos bem redigidos em forma de boa literatura para nossa degustação. Impressionante como conseguem resumir num título ou num 'olho' de matéria tudo aquilo que vamos digerir dali pra frente.

É bonito quando terminamos a leitura de uma notícia, artigo, press-release, ou entrevista, e pensamos por um instante que estávamos mesmo ao lado desses 'contador de estórias', ouvindo até suas pausas para respiração, suas expressões faciais e corporais.

Às vezes, me pego literalmente aplaudindo quando um comentarista como Arnaldo Jabor conclui seu raciocínio, utilizando-se tão somente de nossas usuais e corriqueiras palavras.

Arquiteto da ortografia, o bom jornalista é aquele que, assim como se faz na construção civil, emprega, da língua Portuguesa, os materiais básicos que 99% das pessoas comuns podem compreender, não fazendo disso um trabalho medíocre, mas, sim, emprestando sua arte para fazer com que tijolos, vergalhões, areia, pedra e cimento lingüísticos, nas medidas e proporções corretas, tomem a forma elegante e edificada que encontramos nas informações jornalísticas.

Como em todo ramo de atividade, nossa língua também é regida por leis. Hildebrando, Aurélio, Bechara. Estes são os juristas que me vêm à mente, quando penso nas leis gramaticais e ortográficas de nosso bom Português.

Mas, como toda norma perde seu valor onde há impunidade, não haveria de ser diferente quando do descumprimento das regras de comunicação em nossa língua.

Não há multas, prisão, pontos na carteira, nada. Quem quiser sair por aí, redigindo numa língua que inventou, esqueceu ou não aprendeu, dizendo que sabe ler e escrever em Português, nada de ruim vai lhe acontecer.

Até mesmo pelo fato que outros tão ou mais ignorantes estarão lá para ler e aceitar a distorção lingüística sem nem perceber a mácula que esta displicência causa ao nosso idioma.

Fiquei muito satisfeito ao saber que, apesar da grande maioria das universidades particulares ter abolido o exame vestibular para o ingresso de seu corpo discente, as faculdades ainda mantém uma prova de redação básica, onde, supõe-se, o candidato será avaliado pela sua capacidade de traduzir em textos seus pensamentos, sentimentos e idéias.

Das últimas décadas para cá, o homem veio deixando de buscar informações e conhecimentos através da língua escrita, para se nutrir de sons e imagens hipnóticas através da televisão. É a geração MTV, que, num compreensível círculo vicioso, se tornou cada vez mais ignorante.

Nos últimos anos, empresários, funcionários, estudantes e até donas de casa voltaram compulsoriamente ao hábito da leitura e da escrita. A popularização da comunicação por e-mail fez com que executivos, que usavam suas secretárias para redigir uma simples minuta de reunião ou um comunicado interno, passassem a fazê-lo com suas próprias capacidades. O resultado é um misto de sadismo ortográfico com exposição pública das suas particulares deficiências. E o pior: na maioria dos casos, o "redator" nem sabe que é motivo de escárnio.

Isto, sem falar dos famigerados Blogs que revelam grandes talentos na arte de crucificar nossa gramática.

Jovens que não aprenderam para quê servem os acentos, símbolos gráficos, vírgulas, pontos, parêntesis, letras maiúsculas em nomes próprios e no início das sentenças, publicam suas experiências e se expõem publicamente.

Puxa! Fiquei um pouco amargo nestes últimos parágrafos, mas a minha intenção é fazer lembrar do valor que tem um profissional que faz do seu dia-a-dia, uma jornada de resgate e reanimação do sistema de comunicação verbal, mesmo enfrentando a crescente depauperação de sua platéia.

28/Janeiro

28/janeiro – Dia da Abertura dos Portos

No início do século XIX, Napoleão já se havia proclamado imperador da França. A frota européia encontrava-se bloqueada por sua esquadra (o chamado Bloqueio Continental).

Uma aliança, feita entre Portugal e a Grã Bretanha, ou Inglaterra como costumamos chamar, tratava de garantir a proteção desta para Portugal, que não tinha como enfrentar Napoleão. Nessa aliança anglo-portuguesa, estava o trato de Portugal permitir a abertura dos portos brasileiros às nações amigas. Até então, vigorava a ordem de que somente navios portugueses podiam atracar no Brasil.

O dia 28 de janeiro de 1808, que lembramos como a data dessa abertura, significa que o comércio do Brasil ficava aberto para outros países, sem a intermediação de Portugal.

Após essa abertura, o Rio de Janeiro, sede da Corte, se tornou o mais importante centro de comércio da colônia e no mercado brasileiro entravam maciçamente os produtos britânicos.

As taxas impostas pelos acordos comerciais eram mais favoráveis à Inglaterra, que era também um país mais adiantado, em processo de industrialização e precisava importar muito menos. Portanto acabou acontecendo um desequilíbrio, pois o Brasil comprava mais bens estrangeiros do que exportava os seus, estabelecendo outra forma de dominação, a dependência econômica. Para saldar dívidas contraídas, o Brasil precisou pedir empréstimos.

Mesmo assim, a abertura dos portos é considerada como o primeiro passo para a emancipação econômica e por conseqüência para a independência política do Brasil.

Fonte: IBGE

28/janeiro – Dia do Comércio Exterior

No dia do Comércio Exterior, além de informar como anda o mercado no país, você fica bem informado sobre as maneiras de se beneficiar e beneficiar a sua empresa com tudo o que o departamento de Comércio Exterior da ACE oferece para a sua empresa.

O departamento presta assistência aos empresários nos processos de importação e exportação, ajudando a fazer negócios internacionais com rapidez e segurança.

Vejam quais são os principais serviços:

- Emite Certificados de Origem nos modelos: Mercosul, Chile, Bolívia, Aladi e Comum;

- Orienta e capacita as empresas a competirem no mercado internacional por meio de cursos, palestras, seminários, convênios e acordos de cooperação com diversos órgãos e entidades;

- Atende organizações e empresários estrangeiros, bem como câmaras, consulados, entidades interessadas em importar ou exportar produtos ou serviços com empresas de Guarulhos e região.

-Em parceria com a Dun & Bradstreet Corporation, possibilita aos associados realizarem Consultas Internacionais para obtenção de dados, informações e riscos financeiros em operações comerciais com outros países.

 - Serviços de registros de marcas e patentes.

27/Janeiro

27/janeiro – Dia da Elevação do Brasil Vice-Reinado (1763)

A instalação do Governo Geral do Brasil no Rio de Janeiro, não necessitou de grandes modificações e adaptações, porque a cidade gradativamente já vinha crescendo em importância e se adaptando para desempenhar o papel que lhe estava destinado. A expansão comercial e militar da cidade, principalmente graças às Minas Gerais já estava acontecendo durante toda a primeira metade do Século, com o crescimento de seu papel administrativo.

Deve ser considerado também que o Vice-Rei do Mar e Terra do Brasil, era um cargo mais honorífico do que efetivo, pois ele não tinha total autoridade sobre a América Portuguesa, Lisboa sempre foi o verdadeiro centro de poder. As Capitanias no Brasil estavam unidas pela obediência à Coroa e pela solidariedade militar, mas era o Secretário de Estado da Marinha e do Ultramar e o Conselho Ultramarino que administravam o Brasil, como uma federação colonial, formada de unidades isoladas.

O Rio de Janeiro já possuía uma Intendência do Ouro, como Salvador e Minas e em 1751 foi criado o Tribunal de Relação do Rio de Janeiro, pelo Governador Gomes Freire, esta foi segunda corte de apelação do Brasil, depois de Salvador e isto já preparava a cidade para receber maiores incumbências.

Com a elevação do Rio de Janeiro á condição Capital do Brasil, em 1763, o coração da cidade passou a pulsar em torno do Paço dos Vice-Reis, que antes já era a Paço dos Governadores e da Rua Direita. Na segunda metade do Século, finalmente a cidade ultrapassou o quadrilátero imaginário entre os quatro morros originais. Começaram a surgir novos bairros e antigos caminhos se transformaram em ruas e a urbanização se desenvolveu.

Desde o início do Governo de Sebastião José de Carvalho e Mello, o Conde de Oeiras, Ministro de D. José, as relações entre a Coroa e os jesuítas se deterioraram, os padres eram acusados de incitar os índios e a responsabilidade pela Guerra Guaranítica lhes foi atribuída. Um atentado contra D. José, em 1759 também foi considerado como tendo sido inspirado pelos jesuítas, o que dificultou mais ainda o relacionamento.

Estas relações tiveram conseqüência na ocupação do solo do Rio de Janeiro, porque os jesuítas eram proprietários de grandes sesmarias desde 1565, tendo se tornado donos de um imenso patrimônio territorial e imobiliário. Possuíam além do Colégio do Morro do Castelo, setenta e um edificações distribuídas pelas melhores ruas do Rio, assim como fazendas e plantações em São Cristóvão, Engenho Velho, Engenho Novo e Santa Cruz. Depois da expulsão dos jesuítas, decretada em 1759, todos os seus bens foram confiscados e vendidos progressivamente, com exceção da Fazenda Santa Cruz que permaneceu sob o domínio real.

A cidade também se estendia absorvendo casas de campo, ou chácaras, que estavam sendo inseridas na área urbana. Assim a cidade crescia para o lado da Glória e do Campo de Santana para onde se estendiam as ruas da Cidade Nova.

As transformações sofridas pela cidade não eram apenas na área urbana, mas atingiu também a ordem intelectual, as Luzes chegavam à América portuguesa. Imitando Lisboa foram abertas na cidade academias pelas mentes mais intelectualizadas.

A política econômica do Marquês de Pombal não beneficiou apenas Portugal, mas atingiu também as Minas Gerias e o Rio de Janeiro, muito embora fossem autorizadas nas possessões coloniais apenas a fabricação de panos grosseiros, as atividades de construção naval e a transformação de matérias-primas que não concorressem com as portuguesas, tudo isto já acarretava um grande desenvolvimento. Dois terços do tráfico do Porto do Rio de Janeiro eram representados por trocas feitas com Campos dos Goitacazes e com o Rio Grande, que despachava sua carne salgada, seus couros e seu trigo, para a capital. A produção de víveres dinamizava o comércio.

Em 1770, tecidos de seda, finos algodões, galões de ouro e prata saiam dos ateliês da capital do Brasil.

O Governo do Conde da Cunha - 1763-1767

Em 1763, chega ao Rio de Janeiro o Conde da Cunha (1763-1767), D. Antônio Álvares da Cunha, senhor de Távoa, Cunha e Oguela, Comendador e Alcaide-mor de Idanha, Tenente-General dos Reais Exércitos, 1º Vice-Rei do Brasil no Rio de Janeiro. O Conde da Cunha foi morar no Casarão que era a residência dos Governadores, construído no tempo de Bobadela, mas não pode residir lá por causa das emanações pútridas do sítio e ficou espantado sobre como podia Babadela governar se vivia em verdadeiro chiqueiro.

Desta forma escolheu para morar um sítio no alto do Morro do Castelo, entre árvores amigas, alto, fresco recebendo o vento que vinha da barra, queria olhar a cidade de longe.

Governou apenas durante quarenta e dois meses, mas era homem de grande energia e severidade, recorreu muitas vezes a processos arbitrários e violentos que lhe suscitaram muitos inimigos e provocaram queixas e críticas. É, porém inegável, que a cidade muito lhe ficou devendo. À sua chegada, mal impressionado pelas condições locais, desenvolveu grande esforço para melhorá-las. Foi de fato o iniciador de um exército regular, para cuja organização obteve que a Corte lhe mandasse o Tenente-General João Henrique de Bohm e o Brigadeiro Jacques Funk que haviam dado organização moderna às tropas na Metrópole. Edificou quartéis e, em terrenos cedidos pela Ordem de São Bento, levantou o Arsenal de Marinha onde mandou construir a Nau São Sebastião e reformou a Casa do Trem.

Instituiu as primeiras companhias de artilheiros, promoveu o recrutamento, para inclusão nos regimentos de linha dos desocupados que não quisessem adotar profissão e casar-se, combateu a admissão de excessivo número de noviços nas ordens religiosas para fugir às exigências do trabalho. Atraiu para a cidade muitos moradores de melhor classe que permaneciam nos seus engenhos e fazendas, oferecendo-lhes vantagens e posições. Em um dos seus relatórios, diz, talvez com exagero, da necessidade de reabilitar um pouco a cidade que só tinha frades, clérigos, soldados e mendigos.

Completando a obra de Gomes Freire, de quem foi um crítico tenaz com flagrante injustiça e prevenção, construiu um Hospital para os Lázaros na casa dos jesuítas em São Cristóvão, abriu e saneou ruas, entre as quais aquela que, em sua honra, ficou sendo chamada Rua do Conde. Fechou, por ordem da Coroa, as oficinas de ourives onde se exercia o contrabando do ouro. Construiu um hospital para os soldados. Transferiu para a Ilha da Pombeba os paióis de pólvora cuja permanência dentro da cidade representava perigo público. Mandou cobrir com lajes de pedra a Vala que escoava a água do Largo da Carioca, foco pestilento que prejudicava a saúde da população. Debelou uma conspiração instigada pelos agentes dos jesuítas, não hesitando em prender e deportar freiras e sacerdotes nela envolvidos. Restaurou as fortificações. Iniciou a adaptação do antigo Colégio dos Jesuítas para nele instalar o Paço dos Vice-Reis, iniciativa que foi abandonada pelos seus sucessores que permaneceram no Paço edificado por Gomes Freire sendo o Colégio utilizado para o Hospital Militar que lá funcionou até a Proclamação da República.

Os modos ásperos e os processos arbitrários do Conde da Cunha ficaram exemplificados em muitas anedotas que perduraram na tradição que dele se contam. Apesar da sua aspereza, porém, tomou-se benquisto da população que lhe reconhecia a integridade e o espírito de justiça. Apenas os poderosos, cujos privilégios foram cerceados, lhes moviam tenaz oposição e maquinavam junto à Corte para obter a sua remoção. Desgostoso com as queixas que contra ele faziam, em mais de uma ocasião o Vice-Rei pediu que lhe dessem substituto, o que não impediu que ficasse surpreso e sentido quando, inesperadamente, e sem aviso, chegou ao Rio o novo Vice-Rei que vinha substituí-lo.

O Governo do Conde de Azambuja - 1767-1769

Seu sucessor o 2º Vice-Rei, foi o Conde Azambuja, D. Antônio Rolim de Moura Tavares (1767-1769). O Conde de Azambuja já vivia no Brasil, desde 1751 ocupando o cargo de Governador, primeiro da Capitania de Mato Grosso e em seguida da Bahia. Nomeado Vice-Rei, já se sentia fatigado e desejoso de regressar a Portugal. Pouca atividade desenvolveu no Governo do Rio de Janeiro. Organizou uma companhia de cavalaria para a guarda dos Vice-Reis. A sua administração se não teve brilho, não provocou queixas e censuras. Não levou a termo a reorganização militar iniciada pelo Conde da Cunha por julgar insuficientes os recursos financeiros de que podia dispor. Alegando o seu estado de saúde precária, pediu para ser substituído.

O Governo do Marquês de Lavradio - 1769-1779

O Conde Azambuja foi substituído por seu sobrinho, D. Luís d’Almeida Portugal Soares D’Eça Alarcão de Melo e Silva Mascarenhas, o Marquês de Lavradio (1769-1779). Este era jovem e robusto e conseguiu se adaptar às dificuldades da vida na Colônia, mas não sem muitos traumas, o que não o impediu de permanecer como Vive-Rei durante quase dez anos.

As ações dos Vice-Reis não se limitavam ao Rio de Janeiro, mas estendiam-se a todas as Capitanias que formavam o Estado do Brasil e às fronteiras. Todos eles tiveram que se ocupar com a administração-geral e, na época, muito especialmente com as constantes questões que surgiam no Prata e com o governo das minas, assuntos de máximo interesse da Metrópole.

Durante os dez anos de seu governo, grandes foram os serviços prestados ao Rio de Janeiro pelo Marquês de Lavradio. Como o seu antecessor ocupou-se com os elementos de defesa da praça, construiu as Fortalezas do Pico e do Leme e introduziu reformas e melhoramentos nas outras; ampliou os quartéis; completou a organização das tropas da guarnição iniciada pelo Conde da Cunha. Cobrou abusos e desvios que ocorriam na arrecadação dos dinheiros públicos, introduzindo ordem nesse serviço. Abriu ruas, entre as quais a que até hoje guarda o seu nome, a Rua do Lavradio, onde ele morou; construíram chafarizes, entre eles o da Rua da Glória, localizado entre as Ruas Cândido Mendes e a Conde de Laje, este é o chafariz ainda existente mais antigo da cidade.

Para estimular o comércio criou uma grande feira no Largo da Glória, origem do mercado posteriormente ali construído. Para desenvolver a indústria, favoreceu a criação de uma fábrica de cordas utilizando a fibra nacional da guaxuma, em Mata- Porcos e incentivou a cultura do anil, da cochonilha e do cânhamo. Tentou introduzir no Brasil a indústria da seda, mandando vir da China o bicho-da-seda que aclimou nas amoreiras locais, esta tentativa, porém, foi malograda pela falta de pessoal apto.

Fomentou a cultura do café, tendo a sensibilidade de que este produto seria bastante importante para o Brasil, isentaram do serviço militar os lavradores que se dedicassem à sua plantação na região da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova que depois se tornou a Vila de Resende. Transferiu para o Valongo o ignóbil espetáculo que era o mercado de negros novos, até então exercido em pleno centro comercial, na Rua Direita.

O Marquês de Lavradio era bastante festeiro e tinha intensa vida social, estimulando e favorecendo com o seu comparecimento bailes e reuniões, protegendo o teatro, desenvolvendo as diversões públicas. Fundou uma Academia Científica para estimular o estudo das ciências naturais e dos recursos do país, tornando-os conhecidos na Europa por meio de memórias e comunicações às associações congêneres.

O extenso relatório com que o Marquês de Lavradio transferiu o governo ao seu sucessor é um valioso documento, não só sob o ponto de vista histórico, como revelador de um espírito culto e bem-avisado, com uma visão nítida e realista da situação e dos problemas do Brasil naquela época.

27/janeiro – Dia do Orador

Oratória é a arte de falar em público.
O orador deve cuidar de sua pessoa. Ao levantar-se para falar, deve causar uma boa impressão aos ouvintes. Vestido modestamente, mas bem cuidado, evite acessórios como pulseiras de ouro e telefones celulares. O orador modesto conquista a simpatia imediata dos ouvintes, mesmo antes de começar a falar. Sabemos que não se pode obrigar uma pessoa a ser boa, a fazer o bem. Ninguém aceita nada forçado. Porém, se o orador consegue fazer as pessoas acreditarem que o que diz é verdade, elas deverão, cedo ou tarde, aceitar suas palavras, praticar seus ensinamentos e seguir o caminho que lhes é apontado. Todos precisam entender o que o orador diz, desde o mais letrado ao mais ignorante ouvinte. Jesus falava simples, simples devem falar seus discípulos. Falemos de modo natural. entusiasmo: um palestra ou preleção sem animação não convence ninguém. O orador deve falar animada e fervorosamente, mas sem exageros. Suas frases devem ser vigorosas, ardentes, afirmativas. Quando vivemos o bem que falamos, naturalmente nos empolgaremos a falar dele aos outros. Fé: ninguém fala com entusiasmo aquilo que não acredita. O orador deve ter certeza absoluta de que está ensinando a verdade aos seus ouvintes.

Conhecimento: não podemos falar com segurança sobre aquilo que não conhecemos, nem ensinar aquilo que não sabemos. O conhecimento se adquire através do estudo e da observação. Aquele que quiser preparar-se para o sublime ministério da palavra, não deverá ater-se apenas à leitura. É preciso trabalhar, aperfeiçoar-se em todos os aspectos, estar sempre pronto a ouvir, e disso tirar ensinamentos para transmiti-los a seus ouvintes O orador eloqüente vive aquilo que prega. A palavra sem o exemplo é letra morta. Aquele que demonstra coerência entre seus atos e suas palavras, quando se levanta para falar, é respeitado pelo auditório.